Licença poética

Ao tentar entrar
Fui barrado por um haikai
Desses baixinhos mal-encarados

Foi então que vi passando
Um soneto conhecido
Que sequer olhou para mim
Talvez por eu não calçar boas rimas
Ou não trajar um bom poema

A atitude desesperada
Foi sacar minha licença
Abram alas para o poeta
Entrei de carteirada

Passei pelos sonetos
E me juntei aos versos livres
Com eles fico à vontade
Graças à imunidade

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