Lua no teto
Estrelas no chão
Coleção de luzes
No meio do caminho
Caminhamos sem fronteira
Sem eira nem beira
Sem relógio no pulso
Nem hora marcada
No curto trajeto
Pés descalços
Desacostumados com chão
Esmagam quaisquer percalços
Caminhamos com tranquilidade
Nenhum roteiro nos conduz
Transformamos com liberdade
Poucos metros em anos-luz
É de dar dó!
Quando passa
Faz que não me vê
Você se sente tão só
Eu me sinto tão seu
Passa apressada
Sem olhar para trás
Meu olhar se perde
Atravessa a praça
Dobra a esquina
Com você
Faz que não me vê
Você se sente tão só
Eu me sinto tão seu
Passa apressada
Sem olhar para trás
Meu olhar se perde
Atravessa a praça
Dobra a esquina
Com você
Flor do cerrado (ou TPM)
Quase um doce
Muito sutil
Chegou mais perto
Muito elegante
Falou baixinho
Muito discreta
Sou frágil
Muito sensível
Exijo cuidado
Muita atenção
Seja educado
Nunca me maltrate
Caso contrário
Esfolo vivo
Corto o pinto
Jogo no cerrado
Largo no mato
Chamo meu advogado
Muito sutil
Chegou mais perto
Muito elegante
Falou baixinho
Muito discreta
Sou frágil
Muito sensível
Exijo cuidado
Muita atenção
Seja educado
Nunca me maltrate
Caso contrário
Esfolo vivo
Corto o pinto
Jogo no cerrado
Largo no mato
Chamo meu advogado
Santo-do-pau-ôco
Perceba minha cara de espanto
Sempre que me chama de santo
Minha casca é dura
De pau
Ôco por dentro
Tenho traços do barroco
Transporto segredos
Trago de contrabando
Valiosas madrugadas
Várias noites mal dormidas
Sempre que me chama de santo
Minha casca é dura
De pau
Ôco por dentro
Tenho traços do barroco
Transporto segredos
Trago de contrabando
Valiosas madrugadas
Várias noites mal dormidas
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