Canhões de Camões

Atirei no vidro
Pedras e rimas
Canhões de Camões
Para nos libertar

Libera das amarras
Os desejos libertários
Dos pensamentos libertinos

Libera das garras
Os latejos revolucionários
Dos alentos clandestinos

Hoje de noite
Destranca o cadeado
Deixa a porta entreaberta

Entrarei descalço
Desarmado até o dente

Qualquer coisa

Quem me compra
Um sentimento?
Quaisquer duzentos gramas de emoção
Ou uma porção de sensação
Que caiba na palma da mão
Qualquer coisa que traga a alegria
Dos dias em que por amor
Morreria

Brilho

Você é parte
De um mundo à parte
De um sonho bom
De tudo que sempre quis
De um verso meu

Você é linda assim
Quando simplesmente sorri
E sempre que me olha
Com um olhar que me deixa
Como criança frente ao mar
Como beija-flor que beija
A seiva bruta do verde dos seus olhos
Até embriagar-se de vida